O Cristão e os LGBTQIA+, Homoafetividade e a Igreja, Bíblia e Sexualidade – Semib Podcast #28

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O tema LGBT tem gerado controvérsia no meio cristão. Mas poucos têm oferecido uma perspectiva realmente bíblica sobre o assunto.

Muitos ficam na defensiva contra esse grupo de pessoas; outros até desejam acolhê-los, mas não sabem como fazer biblicamente.

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É pecado ser um cristão homossexual?

Homoafetividade (entendendo o “afetivo” como a simples atração por pessoas do mesmo sexo) não é pecado.

Muitas pessoas que sentem atração homoafetiva relatam que não gostam, se sentem desconfortáveis com isso, e afirmam que se pudessem deixariam de senti-la.

Mas não tem como. Não é questão de escolha.

O erro de muitos cristãos nesse tema é rotular a mera atração como um pecado, quando isso é algo involuntário. As pessoas não tem controle sobre para quem vão se sentir atraídas. Elas tem controle apenas sobre as ações que tomarão a partir daquele desejo.

Se a partir do desejo homoafetivo a pessoa resolve ter uma relação sexual, então, sim, ela pecou.

Mas se ela não agir com base nesse desejo, não há pecado.

Isso é um dos aspectos do que Jesus chama de “negar a si mesmo”.

Essa negação toma diferentes formas para diferentes pessoas. No caso dos homossexuais, envolve negar o contato sexual com pessoas do mesmo sexo, mesmo que ele sinta atração homoafetiva pelo resto da vida.

Nosso papel como cristãos é acolher essas pessoas e caminhar com elas como igreja.

Não seja preconceituoso. Saiba delimitar corretamente onde está o pecado, no caso da prática homossexual, e não coloque um peso extra sobre os ombros de irmãos que sentem atração homoafetiva.

cristão homossexual homoafetivo LGBT é pecado ou não?

Veja sobre o que discutimos sobre Cristianismo e a questão LGBTQIA+:

  • Homoafetividade é pecado?
  • A pessoa escolhe ser homossexual?
  • O que fazer se sou cristão e sinto atração por pessoas do mesmo gênero?
  • Como aconselhar e pastorear pessoas com desejo homoafetivo?
  • Como se posicionar sobre isso em rodas de conversa com não-cristãos?
  • Como sua igreja deve acolher pessoas LGBTQIA+?
  • Como lidar quando a militância do movimento ideológico LGBT ataca valores inegociáveis do evangelho?
  • Posso ser um pastor que sente atração por pessoas do mesmo sexo?
  • Como pais cristãos podem lidar biblicamente com filhos com desejo homoafetivo?
  • E mais!

Sobre o professor:

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Matheus Hetti é formado em Teologia (pela School of Messianic Theology) e em Direito, com pós-graduação em Psicologia e Plantação e Revitalização de Igrejas.

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3 Comments.

  1. Olá,tudo bem? Estou achando interessante os debates sobre, é claro que meu ponto de vista sobre ser cristão e homossexual é um pouco diferente, onde em todo o momento é dito que o “praticar” é pecado, amar tanto alguém é uma benção mas só se essa pessoa ser oposta à sua identidade de gênero. O que você diria para uma pessoa trans masculina? Nós LGBT’s não somos só lésbicas e gays, portanto não nos relacionamos somente com a mesma identidade de gênero, é por isso que existe uma mínima porcentagem de LGBT’s dentro da igreja, ainda mais assumidos, porque tudo remete a negar se a si mesmo como se isso só funcionasse para nós homossexuais e o mais engraçado é que os debates são feitos por pessoas héteras normativas, onde está a representatividade e exemplo de alguém do movimento LGBT+ que é cristão? Ou mesmo se essa pessoa for, é apresentada como “cura gay”. Em suma, há mais maneiras de distanciar do que aproximar

    1. Olá, Louis! Tudo bem? Ficamos contentes que tenha achado os debates interessantes. Você trouxe diversas questões aqui.
      – Umas delas é a identidade de gênero. Biblicamente falando, o gênero se define pelo sexo do indivíduo, não pela forma como a pessoa se identifica. Logo, uma pessoa trans estaria dentro da mesma restrição à prática homossexual que os gays ou lésbicas também estão.
      – Outra questão é quanto aos debates serem feitos por pessoas hétero normativas. Só posso falar sobre nossa live especificamente. Quase sempre fazemos lives apenas com esses dois personagens discutindo diversos temas teológicos. Nesse vídeo em particular, conversamos sobre nossa perspectiva teológica sobre essas questões de sexualidade. Nossa conversa não foi sobre “como é a experiência de alguém do movimento LGBT+ dentro da igreja”. Se fosse esse o caso, aí acredito que ter um membro do movimento participando da conversa seria necessário, para ouvirmos seu relato em primeira mão. Mas como o papo foi apenas sobre o que a Bíblia diz sobre o assunto, não vemos problema em isso ser discutido apenas pelos dois interlocutores da live.
      – Sobre a questão de como a igreja tem tratado pessoas que não são hétero normativas, concordamos que tem havido muitos erros. Mas se distanciar da igreja por conta disso, não é a melhor alternativa. O melhor caminho é tentar caminhar junto com outros cristãos que tenham maturidade para lidar com isso e buscar meios viver uma vida que agrade a Deus, mesmo que não exista uma “cura gay”.
      Estamos disponíveis para continuar essa conversa e explorar meios práticos de fazer isso. Que Deus o abençoe.

  2. Pode ser difícil negar a si mesmo, mas Deus fez o homem e a mulher cada um com sua aparência e características, ent Deus preparou uma história com, alegria, graça, e muitas coisas boas que Deus nos da de acordo como ele nos fez, e talvez você apoie gostar de uma pessoa do mesmo gênero, e ache que está amando essa pessoa como casal, (aliás Deus nos deu livre arbítrio, por isso fazemos nossas escolhas) só que Deus fez o homem e a mulher para serem uma só carne, e o amor que encontramos em Deus é maior do que qualquer relacionamento gay, lésbico, bi… pq em Deus, e nas coisas de Deus ( um relacionamento que une duas pessoas diferente para se tornarem uma só carne ao invés da união de dois gêneros) encontramos o verdadeiro amor.

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