Você já se perguntou por que algumas igrejas conseguem crescer de forma saudável enquanto outras ficam travadas nos mesmos 30 ou 70 membros por anos? Plantar e desenvolver uma igreja exige mais do que oração e pregação — exige estratégia, liderança intencional e sistemas que sustentem o crescimento. Descubra como superar as barreiras típicas e levar sua comunidade ao próximo nível.
O professor Matheus Hetti compartilha passos práticos e realistas para o crescimento de igrejas, desde a plantação até os primeiros 100 membros, com foco em liderança pastoral e desenvolvimento ministerial.
Este conteúdo é uma adaptação da aula de Matheus Hetti, apresentada no vídeo Crescimento de Igrejas: de ZERO a 100 membros – Semib LIVE #27 — você pode assistir ao trecho completo logo abaixo.
Pontos Principais
- Por que falar em “sistemas” e “estratégias” não é mundano, mas bíblico?
- Qual o perfil do líder que consegue sair do zero e chegar aos 30 membros?
- Como superar a barreira dos 30 e dos 70 membros sem estagnar?
- Quais estruturas mínimas você precisa criar em cada fase?
- Um mesmo pastor consegue liderar todas as etapas ou é melhor trocar de liderança?
- Como antecipar as próximas barreiras antes que elas travem o crescimento?
Fase 1: Do Zero aos 30 membros – Tudo depende do plantador
O maior desafio inicial é encontrar um líder capaz de evangelizar, discipular e manter as pessoas com ele — sem que migrem para igrejas já estabelecidas. Nesse estágio, tudo gira em torno de uma única pessoa: o plantador.
O líder precisa centralizar tudo: pregação, aconselhamento, ensino, exortação, evangelismo e até música (muitas vezes ele mesmo toca violão ou teclado). Ele vende uma visão: “Isso aqui que começa pequeno vai virar uma igreja de verdade”.
Características essenciais do plantador nessa fase:
- Capacidade real de evangelizar pessoas distantes da fé
- Habilidade de aconselhar de verdade (não apenas frases feitas)
- Comunicação clara do evangelho para não crentes
- Carisma e confiança que geram seguimento
- Sensibilidade pastoral para perceber necessidades
Muitos ficam presos aqui porque romantizam a “igreja em casas” como modelo final, mas esse formato é apenas etapa inicial no contexto ocidental sem perseguição.
Fase 2: Dos 30 aos 70 membros – Hora de descentralizar
Quando a igreja se aproxima dos 30 membros, surgem novas demandas. O líder já não consegue cuidar de todos pessoalmente. É o momento de criar estruturas mínimas e começar a delegar.
Principais mudanças necessárias:
- Criar ministério infantil (pais com filhos pequenos vão embora se não houver)
- Mudar o estilo de comunicação (de roda de conversa para pregação dirigida a uma plateia)
- Desenvolver liturgia e música adequadas ao contexto
- Treinar líderes de recepção, diaconato e pequenos grupos
- Alugar ou adequar um espaço físico mais apropriado
A chave: antecipar a barreira. Quando você percebe que está chegando nos 30, já deve estar treinando pessoas para as funções do próximo estágio.
Fase 3: Dos 70 aos 100+ membros – Líder de líderes
Nessa fase o pastor deixa de fazer tudo e passa a treinar quem treina outros. Sistemas se tornam indispensáveis.
Sistemas essenciais que aparecem agora:
- Controle de frequência e acompanhamento espiritual (quem falta, quem está em qual fase: conectando, crescendo ou servindo)
- Liderança multiplicada em todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, jovens, adultos)
- Ministérios específicos com propósito claro (homens, mulheres, casais etc.)
- Planilhas, relatórios e avaliações que mostram onde cada pessoa está na caminhada
O líder agora é um estrategista: lê a realidade da igreja através dos relatórios dos líderes de célula e ministérios, decide prioridades e ajusta a pregação e os programas.
Conclusão
Crescer de 0 a 100 membros não acontece por acaso nem apenas por “muita oração”. Exige líderes que entendam as fases, aceitem centralizar no começo, descentralizem na hora certa e construam sistemas que sustentem vidas transformadas. A maioria das igrejas brasileiras está travada entre 30 e 70 membros exatamente porque os pastores não percebem ou não se preparam para a próxima barreira.
O curso de dois anos oferece ferramentas práticas e teológicas para pastores e líderes que desejam ver suas igrejas crescerem com saúde, superando cada etapa com estratégia, excelência e fidelidade bíblica.